Não leia não foi escrito para
você
Meus blues
Meus crus
Que me
envenena
Que me
acompanha
Que se faz
presente
Nas lágrimas
que choro por você agora
Nestas ruas
desertas e escuras
Da solidão
das madrugadas
Que reflete
minha alma despedaçada, destroçada
Em cada beco
Em cada
esquina
Em cada
nevoa escura dessa noite eu vejo seu rosto
Sua dor
Seu amor
Que me faz
aprofundar cada vez mais nas trevas dessa madrugada
Que me
corrói
Enquanto escrevo
essa poesia que você nunca irá ler
Desse amor
que você nunca irá acolher
Desse
canalha que vaga pelas ruas vazias
Acompanhado
apenas pela dor
Do meu
coração pulsante por você
Por esse
obsessivo amor
Que me
abriga nesta mesa de bar
Sozinho!
Que enche
cada copo de absinto com lágrimas, antes de cada gole do veneno
Do meu
desespero
Dos meus
gritos desesperados de dor
Te chamando
Te invocando
Na névoa
dessa noite inebriante
Que parece
irreal
Do meu
tropeçar em cada calçada
Correndo
para os seus braços me chamando
Que vejo
perfeitamente desenhados em meio a escuridão
Que me
assola
Mas é claro
que é apenas um delírio da minha mente embriagada e assombrada
Que nunca
mais comtemplará o calor dos seus olhos sonhadores novamente
Porque você
não está mais aqui
Não estás em
lugar algum
Que mora em
um ‘jaz’
Em uma
lápide
Em um frio
cemitério de lágrimas e desespero eterno.
Todos os direitos dos escritos reservados :Alves

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