Translate

domingo, 20 de setembro de 2015

Não leia não foi escrito para você

Não leia não foi escrito para você

Meus blues
Meus crus
Que me envenena
Que me acompanha
Que se faz presente
Nas lágrimas que choro por você agora
Nestas ruas desertas e escuras
Da solidão das madrugadas
Que reflete minha alma despedaçada, destroçada
Em cada beco
Em cada esquina
Em cada nevoa escura dessa noite eu vejo seu rosto
Sua dor
Seu amor
Que me faz aprofundar cada vez mais nas trevas dessa madrugada
Que me corrói
Enquanto escrevo essa poesia que você nunca irá ler
Desse amor que você nunca irá acolher
Desse canalha que vaga pelas ruas vazias
Acompanhado apenas pela dor
Do meu coração pulsante por você
Por esse obsessivo amor
Que me abriga nesta mesa de bar
Sozinho!
Que enche cada copo de absinto com lágrimas, antes de cada gole do veneno
Do meu desespero
Dos meus gritos desesperados de dor
Te chamando
Te invocando
Na névoa dessa noite inebriante
Que parece irreal
Do meu tropeçar em cada calçada
Correndo para os seus braços me chamando
Que vejo perfeitamente desenhados em meio a escuridão
Que me assola
Mas é claro que é apenas um delírio da minha mente embriagada e assombrada
Que nunca mais comtemplará o calor dos seus olhos sonhadores novamente
Porque você não está mais aqui
Não estás em lugar algum
Que mora em um ‘jaz’
Em uma lápide

Em um frio cemitério de lágrimas e desespero eterno.




Todos os direitos dos escritos reservados :Alves

Nenhum comentário:

Postar um comentário